COVID-19 e Meio Ambiente: uma oportunidade de transformação

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Nos últimos meses, a pandemia causada pela Covid-19 está chamando a sociedade para rever muitos aspectos sobre a vida e suas relações e, entre elas, com o meio ambiente. Depois que a pandemia passar, será que o consumismo irá perdurar? Haverá uma consciência maior sobre geração do lixo, sobre a cadeia produtiva das coisas e sobre como o ser humano tem gerado um desequilíbrio no planeta?

A partir de hoje, 16 de junho, e durante as próximas semanas, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), por meio de sua Unidade Especial de Saúde Sustentável (UESS), mostrará alguns desafios e caminhos para melhorar a sustentabilidade do planeta pós-pandemia.

O HCFMB faz parte da agenda global da Rede de Hospitais Verdes e Saudáveis, da Saúde Sem Dano e do Projeto Hospitais Saudáveis desde 2013 e procura seguir os objetivos da Agenda Global 2030 para o desenvolvimento sustentável. Esta agenda foi criada pela cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável em 2015 e contém 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) para que sejam atingidos até 2030. Trata-se de um importante e vital plano para manter ou restabelecer o equilíbrio do planeta Terra, seguindo os caminhos da sustentabilidade.

Os objetivos da Agenda, de forma integrada e indivisível, equilibram as dimensões econômicas, sociais e ambientais do desenvolvimento sustentável, com o intuito de estimular a adoção de medidas necessárias e transformadoras para direcionar o mundo à sustentabilidade e à resiliência.

De acordo com Prof.ª Karina Pavão Patrício, coordenadora da UESS do HC, alguns estudos estão correlacionando a pandemia do COVID-19 com os objetivos da Agenda 2030, mostrando pontos positivos e negativos. “Se, por um lado, podemos ter uma diminuição da emissão dos gases de efeito estufa, devido à queda na produção e das atividades de transporte (objetivo 13), podemos ter um aumento do número de famílias abaixo da linha da pobreza (objetivo 01) e efeitos negativos nos indicadores de saúde (objetivo 3)”, relata.

Alguns cientistas afirmam que um dos aprendizados da pandemia é o alerta com relação aos riscos das mudanças climáticas e a expectativa de uma economia mais verde, assim a prática da sustentabilidade se tornou uma necessidade ainda maior. “Temos a oportunidade de adotar ações mais sustentáveis em nossas casas e no trabalho. Segundo a ONU, até 2030, teremos 8,6 bilhões de pessoas no planeta; portanto, devemos adotar estas medidas de forma urgente para que as próximas gerações consigam ter uma boa qualidade de vida”, finaliza Prof.ª Karina.

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