Covid-19 e meio ambiente – uso de copos descartáveis

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O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), por meio de sua Unidade Especial de Saúde Sustentável (UESS), publica nesta terça-feira, 7, a quarta matéria da série sobre a Covid-19 e o meio ambiente, mostrando alguns desafios e caminhos para melhorar a sustentabilidade do planeta pós-pandemia. Veja as matérias anteriores desta série:

Covid-19 e meio ambiente – impacto ambiental e social dos tecidos (30/06)
Covid-19 e mudanças climáticas – momento decisivo para transformações (23/06)
Covid-19 e Meio Ambiente: uma oportunidade de transformação (16/06)
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A sociedade pós-contemporânea vem sendo conduzida por um consumismo desenfreado, imediatista e descartável, freado em partes pelo avanço da pandemia da Covid-19. Será que a humanidade irá repensar sobre este tema depois que tudo passar?

São consumidas muitas coisas que tem minutos ou segundos de uso, como os copos descartáveis, utilizados intensamente em locais públicos, como no HCFMB e na FMB. Ao usar estes copos, em poucos minutos, consumimos recursos, degradando o meio ambiente e colocando em risco nossa saúde e do planeta.

Imagem de meineresterampe por Pixabay

Muitas vezes, estes copos não são descartados corretamente como material reciclável, indo para os aterros sanitários ou lixões, e sua decomposição na natureza leva séculos (de 200 a 450 anos). Além disto, o plástico é o resíduo sólido urbano menos reciclado no mundo e seu índice de reciclagem no Brasil chega a 20%, pagando-se aos catadores 50 vezes menos o valor correspondente a 1 quilo de copos novos.

Prof.ª Karina Pavão Patrício, coordenadora da UESS, lembra que o plástico é proveniente de uma fonte não renovável (petróleo) e a partir de uma de suas frações: a nafta, substância líquida muito parecida com a gasolina. “A questão ecológica do produto começa quando o carbono é liberado durante o refino do petróleo, fora toda energia, água e transporte envolvidos em sua produção. A fabricação destes copos provoca a emissão de gás carbônico e de outros gases responsáveis pelo desequilíbrio do efeito estufa”.

A coordenadora explica ainda que não é somente a questão ambiental que pode ser prejudicada pelo consumo excessivo destes materiais. “Estudos mostram que os copos descartáveis, especificamente aqueles feitos a partir de poliestireno – normalmente brancos e de aparência mais frágil -, quando entram em contato com uma substância quente, como café ou chá, podem liberar estireno, conhecido pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (Iarc) como um possível cancerígeno, além de outras substâncias que agem como desreguladores hormonais”.

No entanto, o maior problema está relacionado à falta de consciência por parte da população quanto ao uso irracional e desnecessário dos copos descartáveis e os efeitos do descarte incorreto dos materiais, como a poluição ambiental e a dos oceanos. Porém, atitudes simples podem solucionar estes problemas. “Se cada um deixasse de usar copos descartáveis e adotasse materiais retornáveis, a saúde planetária seria beneficiada. Hoje, no mercado, existem inúmeros tipos de copos reutilizáveis e dobráveis, que podem ser pendurados em bolsas ou bicicletas. No nosso ambiente de trabalho, por exemplo, podemos ter um kit, com copo, caneca e colher para café”, finaliza Renata Camargo, integrante da UESS.

E você? Utiliza copo descartável no seu ambiente de trabalho, quando vai a uma consulta, ou carrega o seu próprio copo?

Links para mais informações sobre o assunto
Vídeos:
Momento Ambiental – Copos Descartáveis

Como banir o copo descartável
Dica de copo sustentável
Texto:
Ministério do Meio Ambiente – Produção e Consumo Sustentável

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