HCFMB prepara profissionais de enfermagem para aplicação de laserterapia

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A palavra laser é um acrônimo da língua inglesa que significa “Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação”. Tem características específicas, que lhe conferem propriedades terapêuticas. O laser de baixa intensidade ou fotobioestimulação, por exemplo, tem sido uma alternativa no tratamento de processos de cicatrização. Isso porque possui ações anti-inflamatórias, analgésicas e de reparo celular. Por este motivo é amplamente utilizado em diversas áreas da saúde como medicina, odontologia, fisioterapia, fonoaudiologia, entre outras.

Entendendo essa relevância, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) promoveu nos dias 26 e 27 de abril, no Hospital Estadual Botucatu, o primeiro “Curso de Laserterapia Aplicado à Enfermagem”. O encontro reuniu cerca de 25 profissionais que atuam em importantes unidades de saúde de Botucatu e região. O curso abordou aspectos físicos e biológicos, normas de uso e segurança, diagnóstico e aplicações clínicas da fotobioestimulação.

“Um dos principais problemas da quimioterapia é a mucosite, uma inflamação da mucosa oral decorrente do tratamento oncológico que pode dificultar a alimentação, fala e deglutição do paciente, principalmente quando associado à imunossupressão. É um quadro grave que se não tratado adequadamente poderá levar à morte. E a laserterapia, há alguns anos, faz parte do programa de prevenção de mucosite oral e tem feito uma diferença muito grande na qualidade de vida dos pacientes do serviço de Oncologia do Hospital Estadual Botucatu”, afirma a Dra. Eliana Minicucci, estomatologista dos departamentos de Dermato e Otorrino do HCFMB.  

Rosane de Fátima Zanirato Lizarelli, formada em Odontologia pela USP de Ribeirão Preto e pós-doc em Biofotônica pelo Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), conta que trabalha com laser há 25 anos e que esse tipo de tecnologia vem se aperfeiçoando e se tornando cada vez mais acessível. “A luz laser pode também estimular o sistema imune, trazendo importante benefícios sistêmicos ao paciente e em alguns casos melhora da sua qualidade de vida”, complementa.

Igor Medeiros – 4toques comunicação

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