HCFMB recebe Sensibilização para o Método Canguru

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Nos dias 26, 27 e 28 de março, a Central de Aulas da Faculdade de Medicina de Botucatu foi sede da 13ª turma de Sensibilização para o Método Canguru, promovida pelo Banco de Leite Humano (BLH), pela UTI Neonatal e pelo Núcleo de Capacitação e Desenvolvimento de Recursos Humanos (NUCADE-RH) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB).

O curso foi voltado para os profissionais de saúde que trabalham diretamente com o recém-nascido prematuro (também chamado de pré-termo) e seus familiares, abrangendo técnicos de enfermagem, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, docentes, médicos e residentes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é considerada prematura a criança nascida antes de 37 semanas de gestação completas.

O Método Canguru possui esse nome porque consiste em manter o recém-nascido prematuro na posição vertical, sob o peito do pai ou da mãe, com um contato pele-a-pele precoce, por um suficiente período de tempo. Dentre as vantagens do método, há a diminuição do tempo de internação do bebê e de infecções hospitalares, além de um estímulo maior ao aleitamento materno.

A enfermeira e supervisora técnica da UTI Neonatal do HCFMB Ana Lúcia Monaro explica que o Método Canguru surgiu na América Latina, na década de 1970 e, nos anos seguintes, se expandiu pelo Brasil. “O Método Canguru tornou-se uma política pública de saúde oficializada pelo Ministério em 2007 e o HCFMB tornou-se referência neste método em 2015, sendo parte integrante de um processo de humanização da assistência”, explica.

Segundo a médica responsável pelo BLH Dr.ª Saskia Fekete, o método possui três etapas: a primeira com o prematuro internado na UTI Neonatal, a segunda em um espaço específico para a permanência da mãe 24h com o bebê até a alta do hospital e a terceira em domicílio, com a supervisão periódica da equipe de saúde. “O Método Canguru é uma filosofia de cuidados neonatais e a importância dele só cresce porque vimos, através de pesquisas, os benefícios trazidos para o recém-nascido, para a mãe e para o vínculo entre eles, além de envolver uma rede de apoio que facilita a vida da mãe pós-alta, mostrando a importância do cuidado com o prematuro”, finaliza.

Maíra Masiero – Núcleo de Comunicação, Imprensa e Marketing HCFMB

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