TROMBOEMBOLIA PULMONAR

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A tromboembolia pulmonar (TEP) aguda é uma das principais causas de emergência cardiovascular e, em cerca de 25% dos casos, a manifestação clínica inicial é a morte súbita. A incidência anual varia de 23 a 69 casos para cada 100.000 habitantes, com mortalidade de até 30% nos pacientes não tratados e com redução desta taxa para 2,5 a 10% nos pacientes tratados adequadamente. Entre as doenças cardiovasculares é a 3ª causa de morte, ficando atrás somente de infarto agudo do miocárdio e acidente vascular. Nos Estados Unidos, cerca de 5 milhões de pacientes são acometidos anualmente por pelo menos um episódio de trombose venosa profunda (TVP) das pernas. Destes, 500.000 pacientes (10%) desenvolvem TEP e 10% (50.000) acabam morrendo. Mesmo assim, apenas 30% dos casos de TEP são diagnosticadas antes do óbito.

Sintomas
O quadro clínico clássico da TEP, com dor torácica, dispneia súbita e hemoptise, ocorre em apenas 20% dos casos. Em geral, os sintomas e sinais de TEP submaciça são pouco evidentes e podem ser transitórios. Já na TEP maciça ou em pacientes com pouca reserva cardiovascular, as manifestações clínicas são mais intensas. Os sintomas mais frequentes são a dispneia, dor pleural, ansiedade, tosse, taquicardia, febre e hemoptise.

Diagnóstico
O diagnóstico é realizado inicialmente pela suspeita clínica de pacientes com quadro clínico sugestivo de TEP e desde que indicado a confirmação do diagnóstico é por meio de angiotomografia de tórax ou cintilografia pulmonar.

Tratamento
O tratamento inicial tradicional na fase aguda consiste em anticoagulação plena com heparina ou mais recentemente com anticoagulantes orais não dependentes de vitamina-K. Em situações especiais de emergência os trombolíticos poderão ser administrados para reverter a gravidade da doença.

Prevenção
A melhor forma de prevenir a doença é sempre manter alimentação saudável, boa hidratação e realizar exercícios físicos regularmente.

Quando há histórico familiar e/ou pessoal de trombose ou naqueles com fatores de risco como obesidade, imobilidade permanente (sequela de AVC por exemplo) ou temporária (fratura de perna, pós-operatório), gestantes, reposição hormonal, uso de anticoncepcional oral, portador de câncer e idade acima de 70 anos devem sempre se atentar para sintomas relatados anteriores e procurar serviço médico de emergência para serem avaliados.

Texto elaborado pelo Dr. Hugo Hyung Bok Yoo, Pneumologista e Professor Adjunto responsável pela disciplina de Pneumologia-Departamento de Clínica Médica Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP

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