Automedicação

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O que é automedicação?

A automedicação é a utilização de medicamentos por conta própria ou por indicação de pessoas não habilitadas para tratamento de doenças cujos sintomas são “percebidos” pelo próprio usuário, sem a avaliação prévia de um médico.

O que é o uso indiscriminado de medicamentos?

O uso indiscriminado de medicamentos não se restringe somente à automedicação. Está relacionado à “medicalização”, ou seja, uma forma de encontrar a cura para as doenças e promover o bem-estar usando exclusivamente o medicamento. O uso indiscriminado de medicamentos pode “mascarar” sintomas graves de alguma doença ou até agravar o quadro clínico do paciente. Como exemplo, podemos citar o “mascaramento” de problemas gástricos sérios como tumores. No caso, o doente não sabe que tem a doença, pois alivia os sintomas com antiácidos, sem uma investigação adequada do problema

Quais os riscos causados pela automedicação e pelo uso indiscriminado de medicamentos?

Uma das preocupações frente à automedicação e ao uso indiscriminado de medicamentos é o risco de intoxicação. Os analgésicos, os antitérmicos, os antiinflamatóriose os benzodiazepínicos (substâncias que atuam no cérebro diminuindo a ansiedade, também conhecidos como calmantes) representam as classes de medicamentos que mais intoxicam.

O uso de medicamentos de forma incorreta também pode acarretar o agravamento de uma doença, uma vez que a utilização inadequada pode esconder determinados sintomas. Se o remédio for antibiótico, a atenção deve ser sempre redobrada. O uso abusivo destes produtos pode facilitar o aumento da resistência de microorganismos, o que compromete a eficácia dos tratamentos.
Outra preocupação em relação ao uso do remédio refere-se à combinação inadequada. Neste caso, o uso de um medicamento pode anular ou potencializar o efeito do outro.

O uso de remédios de maneira incorreta ou irracional pode trazer, ainda, consequências como reações alérgicas, dependência e até a morte.

Um exemplo disso é a medicação usada para aumentar o poder de contração do músculo cardíaco, os digitálicos. A intoxicação leva o paciente a falta de apetite, seguida de náuseas e vômitos. Posteriormente, aumentam as arritmias cardíacas de maior complexidade, podendo levar à morte.

Quais são as estatísticas da automedicação no Brasil e no mundo?

A automedicação é considerada um problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (SINTOX), em 2013, os medicamentos foram responsáveis por 28% de todas as notificações de intoxicação.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), pelo menos 35% dos medicamentos adquiridos são comprados por automedicação. Os medicamentos são responsáveis por aproximadamente 25% das intoxicações e 15% dos casos de morte por intoxicações são causados por medicamentos. Além disso, 50% de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou usados inadequadamente, e os hospitais gastam cerca 20% de seus orçamentos para resolver as complicações causadas pelo mau uso dos medicamentos.

Recomendação

Para finalizar, como já disse o médico e físico Paracelso no século XVI, “a diferença entre um remédio e um veneno está só na dosagem”. Por isso, antes de fazer uso de qualquer medicamento, é necessário procurar um médico e realizar uma consulta, desta forma, o médico prescreverá o medicamento e dose adequados. Após a consulta médica, recomenda-se conversar com o farmacêutico, o qual orientará também a forma correta de uso, com o que o medicamento deve ser ingerido, horário em que deve ser tomado, interações com outros medicamentos e os riscos sobre o abuso deste medicamento.

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