Dia Mundial de Combate ao Diabetes: uma doença silenciosa, ainda sem cura

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Dra. Adriana e Dra. Célia
As médicas Adriana Lúcia Mendes e Célia Regina Nogueira são responsáveis pelo Ambulatório de Diabetes do HCFMB

As médicas Adriana e Célia Regina integram equipe do HCFMB No dia 14 de novembro comemora-se o Dia Mundial de Combate ao Diabetes. Desde 1991, a data é celebrada pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) e pela Organização Mundial de Saúde. O objetivo é chamar a atenção dos cidadãos e governantes para a problemática do Diabetes.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença afeta cerca de 366 milhões de pessoas em todo o mundo. A cada sete segundos morre uma pessoa devido à doença. “O diabetes é uma síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de insulina ou da sua incapacidade de exercer adequadamente seus efeitos, causando um aumento da glicose (açúcar) no sangue”, explica a médica endocrinologista e professora da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) Célia Regina Nogueira.

A especialista desenvolve projetos de combate à doença ao lado da médica, Adriana Lúcia Mendes. “Além da nossa atuação o tratamento do diabetes no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (HCFMB) é realizado por uma equipe multiprofissional, formada por médicos, psicólogos, nutricionistas, educadores físicos e enfermeiros. A equipe atua com os pacientes e os seus familiares”, relata Célia Regina.

Para tratar a doença, o HCFMB dispõe de dois Ambulatórios de Especialidades de Endocrinologia e Metabologia ligados ao Departamento de Clínica Médica, um para pacientes adultos e outro para jovens e crianças. Nos ambulatórios são realizadas atividades educativas visando o melhor controle da doença e prevenindo o desenvolvimento de complicações agudas e crônicas.

Os tratamentos são fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de forma individual. Um diferencial é a hemoglobina glicada que é padronizada de acordo com os padrões internacionais (medicamento que avalia a média das glicemias dos últimos três meses) e a microalbuminúria (substância que avalia precocemente o desenvolvimento de nefropatia diabética).

Atendimentos

No dia a dia o HCFMB realiza diversos exames que auxiliam no tratamento da doença bem como o rastreamento de complicações. A média de atendimentos dos ambulatórios da especialidade de Endocrinologia e Metabologia do Departamento de Clínica Médica é de cerca de 1200 pacientes ao ano.

Sobre o Diabetes

No Brasil, 9,7% da população têm diabetes, o que corresponde a 12,4 milhões de pessoas com doença. É um dos países no “Top 10” mundial com maior número de habitantes com a diabetes. (o líder desta lista é a China com 90 milhões de diabéticos 1).

O diabetes acontece porque o pâncreas não é capaz de produzir o hormônio insulina em quantidade suficiente para suprir as necessidades do organismo, ou porque este hormônio não é capaz de agir de maneira adequada (resistência à insulina).

A insulina promove a redução da glicemia ao permitir que o açúcar que está presente no sangue possa penetrar dentro das células, para ser utilizado como fonte de energia. Portanto, se houver falta desse hormônio, ou mesmo se ele não agir corretamente, haverá aumento de glicose no sangue e, consequentemente, o diabetes.

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