DOENÇA RENAL CRÔNICA

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A doença renal crônica (DRC) é definida como a presença de anormalidades na estrutura do rim ou da função renal, presentes por mais de 3 meses, com implicações para a saúde. A falência renal é definida quando a taxa de filtração glomerular inferior a 15mL/min. Nesta condição os rins são incapazes de manter sua função hormonal e de filtração sanguínea levando a retenção de escórias, distúrbios do equilíbrio ácido básico e hidroeletrolítico. Quando não tratada, esta condição levará o indivíduo à morte. O tratamento dialítico e o transplante renal são opções de tratamento renal substitutivo (TRS) que preservam a vida do paciente portador de doença renal crônica. A doença renal crônica (DRC) tem importância no Brasil e no mundo, devido à sua crescente prevalência, sua associação a elevada mortalidade e morbidade e pelos seus custos. No Brasil o tratamento dialítico é provido pelo Ministério da Saúde desde 1974. Estima-se que em torno de 112.000 indivíduos estejam atualmente em programa crônico de diálise no Brasil o que corresponde a taxa de prevalência de 552 por milhão de população (pmp). A maioria dos pacientes em tratamento dialítico (66,4%) tem idade entre 19 e 64 anos.  A taxa de mortalidade dos pacientes em hemodiálise no Brasil é de 19%. O Sistema Único de Saúde (SUS) é a fonte pagadora de 85% do tratamento dialítico no país. O aumento do número de pacientes que utilizam o tratamento dialítico é progressivo. No estado de São Paulo, houve uma variação de 49% na utilização de tratamento dialítico entre os anos de 2000 e 2009.

Sintomas
Os sintomas da doença renal crônica podem ser silenciosos e exigem um alto grau de suspeita. Muitos pacientes são diagnosticados por alterações nos exames laboratoriais. Geralmente cursam com aumento da pressão arterial, edema (inchaço), e sintomas inespecíficos como fadiga, perda do apetite, perda de peso e em uma fase mais avançada náuseas e vômitos.

Tratamento
O transplante renal tem se mostrado como a principal alternativa para tratamento efetivo da doença renal crônica, no estágio de falência renal, promovendo aumento na qualidade e expectativa de vida do paciente A efetividade do transplante renal está intimamente relacionada à taxa de filtração glomerular adquirida após o procedimento. Quanto melhor for a função renal, menor será a chance do indivíduo retornar ao tratamento dialítico e ele terá afastadas as complicações da doença renal crônica.

Texto elaborado pela Dra. Vanessa Silva, Nefrologista

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