HCFMB participa do 2º Mutirão Nacional de Reconstrução Mamária

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No HCFMB, docentes, médicos assistentes e residentes realizam o mutirão Divulgação HCFMB

Dos dias 21 a 27 de outubro, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) participa do 2º Mutirão Nacional de Reconstrução Mamária, coordenado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC).

No HCFMB, seis residentes, quatro docentes e três médicos assistentes da área de cirurgia plástica do Hospital realizarão o mutirão, que conta também com o apoio do Hospital Estadual Botucatu (HEBtu). Para que a realização deste mutirão fosse possível, o HEBtu teve participação fundamental, possibilitando assim o aumento no número de cirurgias.

O mutirão ocorre em todo país e o HCFMB é um dos hospitais participantes. O objetivo é diminuir as filas de espera no hospital para esse tipo de cirurgia, indicada para mulheres que tiveram câncer de mama e passaram pela mastectomia – remoção de uma ou ambas as mamas.

As pacientes que participarão do mutirão já foram selecionadas e realizaram previamente todos os exames necessários. As próteses de silicone que serão utilizadas nas cirurgias foram doadas por uma empresa fabricante.

Dr. João Zalla coordena a realização do mutirão no HCFMB Divulgação HCFMB
Dr. João Zalla coordena a realização do mutirão no HCFMB Divulgação HCFMB

O cirurgião plástico e coordenador do mutirão no HCFMB, Dr. João Zalla, explica que a reconstrução mamária traz de volta a qualidade de vida a paciente que passou pela retirada de uma ou ambas as mamas. “Muito além do fator estético, a cirurgia de reconstrução mamária devolve a auto estima da paciente, a feminilidade e diminui os traumas psicológicos afetivos advindos da cirurgia de retirada do câncer”, diz.

Um lindo exemplo são as alunas do Projeto Mulher Feliz, que mesmo com as dificuldades da luta diária contra a doença, encontraram na dança do ventre uma forma de levar beleza, encanto e alegria em suas apresentações. Criado em 2013 com o apoio da Fundação para o Desenvolvimento Médico Hospitalar (Famesp), a iniciativa acolhe mulheres tanto em tratamento do câncer de mama, quanto as que já passaram pela reconstrução mamária no HCFMB. A iniciativa proporciona a elas, além do resgate da autoestima, uma melhor qualidade de vida por meio de várias atividades, como aulas de dança do ventre, oficinas de arte, aulas de relaxamento, entre outras.

Zalla afirma que a cirurgia plástica reconstrutora é parte integrante do tratamento para o câncer de mama. “É importante falar não só na prevenção, mas em como tratar o câncer de mama após o diagnóstico. A reconstrução mamária é um dos processos mais importantes para a mulher que enfrenta a doença. Costumo dizer que toda mulher merece a reconstrução de mama após passar por um câncer”, finaliza.

A equipe mobilizada para a realização do mutirão no HCFMB é composta pelos docentes Drª Maria Madalena Silva, Dr. Fausto Viterbo, Dr. Aristides Palhares Neto e pelo Dr. Flávio Mendes; pelos médicos assistentes Dr. João Zalla, Dr. Ricardo Coelho e Dr. Alan Fagotti; e pelos residentes Dr. Rafael Castro, Dr. Bruno Patini, Dr. Marcelo Pacheco, Dra. Ana Luiza Alves, Dra. Carolina Cachola e Dr. Renan Rossini.

Outubro Rosa

Em 2016, a campanha Outubro Rosa tem como tema “Câncer de mama: vamos falar sobre isso? ”. O objetivo é fortalecer as recomendações para rastreamento e diagnóstico precoce da doença. A data é celebrada anualmente no intuito de compartilhar informações, promover a conscientização e proporcionar maior acesso a serviços de diagnóstico e tratamento, além de contribuir para a redução da mortalidade.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o tumor na mama é o segundo tipo mais comum de câncer registrado entre mulheres no Brasil e no mundo – atrás apenas do câncer de pele. A doença responde por cerca de 25% dos novos casos de câncer registrados todos os anos.

Considerado relativamente raro antes dos 35 anos, o câncer de mama aumenta sua incidência progressivamente a partir dessa faixa etária – sobretudo após os 50 anos. Apesar dos vários tipos de câncer de mama e da variação na evolução, a maioria dos casos, segundo o órgão, tem bom prognóstico desde que precocemente diagnosticado e tratado.

Vivian Abilio – Assessoria de Imprensa do HCFMB via 4toques Comunicação

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