HCFMB unido à população no combate à dengue

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Mosquito Aedes aegypti: este é o nome do principal transmissor da dengue que, ano após ano, assusta a população brasileira e faz novas vítimas a cada dia. Para se ter uma ideia, até o último dia 7 de março, um levantamento feito pelo Ministério da Saúde aponta mais de 224 mil casos confirmados da doença em todo o Brasil, 162% a mais do que no mesmo período do ano passado, quando foram registrados cerca de 85 mil casos.

O avanço da dengue no interior paulista não foge à regra nacional: a cidade de Botucatu, por exemplo, registrou, de janeiro até o dia 13 de março de 2015, 92 casos da doença, um número que já é maior do que em todo o ano passado, quando apenas 20 pessoas foram diagnosticadas com dengue.

Este é um índice considerado pequeno se comparado a outros municípios paulistas, porém a preocupação com o aumento do número de casos já é motivo de alerta. Por isso, o trabalho de prevenção e eliminação de criadouros ainda é primordial para que novos casos não sejam registrados, mesmo com o uso de repelentes para, de forma paliativa, evitar a picada do mosquito transmissor da doença.

“Ele é válido, tem alguns repelentes que possuem melhor ação, como os que são à base de icaridina, por exemplo. Mas o principal é evitar a formação de criadouros e, assim, eliminar o mosquito.”, explica Dra. Letícia Lastória Kurozawa, médica do HCFMB e coordenadora médica do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia.

Mas, na área de assistência ao paciente, como é feita a notificação de novos casos e o diagnóstico para um tratamento mais eficaz e efetivo? Segundo Dra. Letícia, todos os casos suspeitos de dengue são de notificação compulsória e, para auxiliar nesse processo, foi criada uma Evolução Padrão para o paciente com suspeita de dengue.

“Agora, toda vez que o médico pedir um teste rápido para a dengue, ele terá que preencher um formulário específico, que é uma Evolução Padrão, que tem os dados necessários para a notificação, como: data dos primeiros sintomas, deslocamento, prova do laço, classificação e qual foi a conduta para este paciente. Estamos trabalhando para que os médicos entendam a importância da notificação e para que as informações corretas sejam passadas ao município.”, explica a médica.

Além deste procedimento com os pacientes, ainda segundo Dra. Letícia, em relação à prevenção, está sendo montada uma Comissão Interna para avaliar e prevenir possíveis focos dentro do HCFMB. “É importante que os servidores avisem a Manutenção se existe algum local com água parada, mesmo na parte interna do prédio.”

Com estas ações preventivas, o HCFMB está unido à população de Botucatu e região no combate à dengue, pois, se cada um fizer a sua parte, a transmissão desta doença será interrompida.

Maíra Masiero – Assessoria de Comunicação e Imprensa

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