Hospital das Clínicas participa pela primeira vez da Campanha Mundial de Conscientização sobre Epilepsia

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Pela primeira vez o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) participa da ação mundial de Conscientização sobre a Epilepsia, chamado “Purple Day” que é comemorada nesta quinta-feira (26). ‘“O roxo é a cor internacional da epilepsia, significando o sentimento de solidão, que frequentemente acompanha os pacientes com epilepsia”, explica Elaine Keiko Fujisao, médica neurologista coordenadora da ação no HCFMB.

A epilepsia é a doença neurológica crônica grave mais comum em todo o mundo e afeta todas as idades, raças e classes sociais. Impõe um grande peso na qualidade de vida dos pacientes e seus familiares, especialmente devido ao desconhecimento, crenças, medo e estigma.
No Brasil, é estimado que existam três milhões de pessoas com epilepsia, sendo que a este número somam-se 300 novos casos por dia. Em Botucatu, o Ambulatório de Epilepsia do HC-FMB atende em média 30 pacientes com epilepsia por semana, totalizando o atendimento no período de um ano de 1320 pacientes.

“As manifestações clínicas das crises podem ser muito variadas. Movimentos isolados dos braços e pernas, olhar parado, movimentos de boca podem ser um dos únicos sintomas, e podem atrasar o diagnóstico. O mais comum é a crise convulsiva, quando há perda de consciência, queda ao chão e movimento dos braços e pernas. Neste caso, devem ser afastados objetos que possam ferir, deve-se dar espaço para a pessoa respirar, proteger a cabeça posicionando-a de lado”, conta Fujisao.

A médica explica o que não fazer com um paciente que está tendo uma crise: “não dar água, não esfregar álcool ou outras substâncias, não colocar objetos na boca, não puxar a língua. Realmente, não há risco de engolir a língua, o maior risco é que, tentando puxar a língua, a pessoa pode se machucar”.

O Purple Day teve início em 2008, quando Cassidy Megan, na época com 9 anos, no Canadá teve a idéia de aumentar a conscientização sobre a epilepsia levando as pessoas a usar roxo por um dia e conversar sobre a doença. A idéia de Cassidy é que as pessoas com epilepsia saibam que não estão sozinhas.

Mariana Andrade – Assessoria de Comunicação e Imprensa

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