Segurança, identidade e privacidade – como as senhas podem proteger a sua vida

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Imagem by Freepik

Você já parou para pensar quantas senhas temos que lembrar diariamente? Seja para utilizar ferramentas no trabalho, visualizar as redes sociais ou conferir o extrato bancário, estas palavras-chave ou códigos fazem parte da história da humanidade há muito tempo, resguardando dados essenciais e permitindo o acesso a informações privilegiadas.

Desde a concepção dos sistemas computacionais, as senhas têm sido utilizadas em larga escala, embora o seu surgimento remeta-se a tempos em que a Internet ainda não existia. Normalmente associadas a um nome de usuário, elas garantem a identidade de quem acessa determinado site, aplicativo ou plataforma.

No último mês de maio, houve a divulgação de um vazamento, em caráter mundial, de mais de 8,4 bilhões de senhas. Com o nome de RockYou2021, a ação de hacker foi considerada a maior da história por especialistas de segurança cibernética.

E por que, de fato, é importante ter senhas seguras? Para Rodrigo Franco Zambom, coordenador do Núcleo de Padronização, Auditoria e Segurança Interna da Gerência de Tecnologia da Informação (CIMED) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), as senhas podem ser comparadas a cadeados virtuais, sendo a primeira linha de defesa dos indivíduos e das instituições contra ataques de usuários maliciosos. “Quanto mais complexa for a elaboração da senha, maior será a segurança das informações e mais ataques virtuais serão evitados. Se um ambiente protegido por senha é invadido, dados sensíveis e sigilosos são violados, causando prejuízos irreparáveis pessoal e/ou profissionalmente”, ressalta Zambom.

Rodrigo também aponta dicas importantes para a proteção de usuários e instituições:

– Nunca escreva sua senha em papéis ou qualquer lugar e, ao digitá-la, tenha o cuidado de não estar sendo observado;
– Troque suas senhas a cada 90 dias;
– Utilize a quantidade mínima de 8 dígitos, combinando letras maiúsculas e minúsculas, números e caracteres especiais (%, & #, @, …);
– Evite usar dados pessoais (nome, aniversário) e sequências de teclado, que podem ser facilmente descobertas por cibercriminosos.

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