Você sabe o que é Fibrose Cística?

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Equipe do Centro de Referência de Atendimento do HCFMB.

Ministério da Saúde estima que aproximadamente 1.250 pessoas vivem com a doença no Brasil. O Hospital das Clínicas de Botucatu possui um Centro de Referência na área.

Neste sábado (5) é celebrado o Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística, problema que pode atingir um em cada sete mil nascidos vivos em todo País. A fibrose cística é uma doença hereditária que causa o acúmulo de muco denso e pegajoso nos pulmões, no trato digestivo e em outras áreas do corpo. O problema causa uma alteração genética, transmitida à criança pelos pais. A data comemorativa foi criada para gerar debate sobre a doença, que é celebrada pela Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz há mais de 19 anos.

O Ministério da Saúde estima que aproximadamente 1.250 pessoas vivem com fibrose cística no Brasil. A doença também é conhecida como mucoviscidose. A incidência maior é nas Regiões Sul e Sudeste, onde vivem mais pessoas com características caucasianas (de pele mais clara). “O que pode melhorar o prognóstico da doença é o seu diagnóstico precoce, pelo teste do pezinho e iniciar o tratamento imediatamente – no qual o paciente deve ter adesão absoluta e permanecer bem nutrido”, relata pneumologista pediátrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), Dra. Giesela Fleischer Ferrari.

De acordo com a especialista, famílias nas quais há pessoas com a doença têm maior chance de gerar filhos com fibrose cística. “Desde 2010, em São Paulo, existe a dosagem de tripsina imunoreativa (IRT) no exame do teste do pezinho. Quando a IRT do teste do pezinho está alterada devemos investigar se o paciente é portador da doença realizando o exame do cloro no suor. Assim, o diagnóstico é precoce,” ressalta a médica.
O problema costuma se manifestar em pessoas de pele clara de ambos os sexos, que apresentam ascendência caucasiana. Os sintomas mais comuns são a tosse crônica, suor excessivo e salgado.

Tratamento

Quem tem fibrose cística deve utilizar medicamentos inalados para ajudar a abrir as vias respiratórias; ter uma dieta especial rica em proteínas e calorias; tomar suplementos vitamínicos, especialmente vitaminas A, D, E e K; evitar o fumo, a poeira, a sujeira, as fumaças, os produtos químicos domésticos, a fumaça de lareira e o mofo ou bolor. Os doentes devem beber líquidos em abundância e fazer exercícios de duas a três vezes por semana. O transplante de pulmão pode ser uma opção em alguns casos.

Atendimento HCFMB

Para auxiliar os pacientes, o Centro de Referência para tratamento de Fibrose Cística do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu oferece exames de cloro no suor para confirmar a doença. Quando confirmado, o hospital, realiza todos exames para verificar se há suficiência ou insuficiência pancreática.

O tratamento realizado no HCFMB é o mesmo preconizado mundialmente, sendo que são disponibilizados medicamentos para insuficiência pancreática, mucolíticos e antibióticos que são retirados na farmácia de alto custo localizada no hospital.

Atualmente, a unidade atende 82 pacientes por ano e no registro brasileiro de Fibrose cística realizado em 2014 inseriu 74 pacientes que estão em seguimento. Eles passam por consulta a cada 2 ou 3 meses, sendo que os lactentes recém diagnosticados por meio da triagem neonatal tem seguimentos semanais, quinzenais ou mensais inicialmente.

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